|

A AEP- Madeira esteve presente na sessão que assinalou o Dia do Vigilante da Natureza, onde foi focada importância da profissão na conservação e preservação do património natural, e falou-se muito da biodiversidade não só a nível Mundial como também Nacional e Regional. Na cerimónia procedeu-se ainda ao agradecimento e elogio do corpo de vigilantes da madeira e prestou-se homenagem aos dois elementos mais antigos. Fica aqui também o nosso agradecimento e reconhecimento a todos os vigilantes que muitas vezes nos acompanham em actividades de Parceria tanto com o Parque natural como com o Parque ecológico do Funchal.
in Jornal da Madeira
"
No dia em que se assinala o Dia do Vigilante da Natureza, o director do Parque Natural da Madeira diz que estes profissionais têm um «papel único». Paulo Oliveira revela que o objectivo é que eles sejam cada vez menos polícias e se tornem mais comunicadores e «anfitreões». Neste momento, a Região dispõe de 34 elementos, que fiscalizam diferentes áreas protegidas sob a tutela do Parque Natural, casos das Ilhas Selvagens e Desertas, Porto Santo, Garajau, Rocha do Navio, Ponta de São Lourenço.
Os vigilantes da natureza desempenham na Madeira um "papel único" e o objectivo é que sejam cada vez menos polícias e se tornem mais comunicadores e "anfitriões", afirmou ontem o diretor do Parque Natural da Madeira.
Em declarações à agência Lusa, Paulo Oliveira falava a propósito do Dia Nacional do Vigilante da Natureza que se assinala hoje com uma conferência no Funchal. Este responsável referiu que a Madeira tem presentemente um corpo de vigilantes composto por 34 elementos e «era bom que tivesse mais cinco, o que permitiria não sobrecarregar os que estão ao serviço».
«O trabalho não fica por fazer e tem sido realizado com sucesso, o que acontece é que lhes é exigido mais, o que não aconteceria com um corpo mais alargado», argumenta.
Para Paulo Oliveira, os vigilantes da natureza desempenham um papel «único e importante» no arquipélago, sendo responsáveis por ajudar e fiscalizar nas diferentes reservas naturais e áreas protegidas sob a tutela do Parque Natural, casos das Ilhas Selvagens e Desertas, Porto Santo, Garajau, Rocha do Navio, Ponta de São Lourenço.
Paulo Oliveira destaca que são ainda «agentes de conservação da natureza, dando apoio em todas as áreas, como aos investigadores e colaboram nos projectos de conservação, de que são exemplos o lobo-marinho e a Freira da Madeira».
Além disso, dão também apoio logístico nas diferentes reservas, na manutenção dos materiais ali colocados, referiu. «Mas há uma vertente das suas funções que se vai exigir mais no futuro, que é serem comunicadores e anfitriões, um papel fundamental na recepção, explicação e transmissão de valores aos visitantes das zonas protegidas», sublinha.
«Pretendemos que sejam cada vez menos polícias e mais comunicadores, porque os vigilantes da natureza têm um papel único na Região e são uma peça complementar e importante no ramo da intervenção, dentro da panóplia das forças e corpos que existem, como a Polícia Florestal», realçou.
A conferência que assinala no Funchal a data da constituição do corpo de Vigilantes da Natureza há 22 anos visa «dar a conhecer esta carreira profissional e alertar para a importância que estes representam no mundo da conservação da natureza e da biodiversidade, associado aos problemas que nos afeta a todos nós, as alterações climáticas».
O evento conta com a participação do director do Parque Natural da Madeira, Paulo Oliveira, e do secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia. " |